História do TCP/IP
Muitos confundem a história do TCP/IP se confunde com as origens da própria Internet. O conjunto de protocolos foi desenvolvido em 1969, no Departamento de Defesa dos Estados Unidos. Ele fez parte do projeto conhecido como ARPANET — uma tecnologia de comunicação entre computadores que, décadas mais tarde, viria a se tornar a Internet como a conhecemos hoje.
Objetivo dos pesquisadores era criar uma tecnologia para transportar uma grande variedade de dados em alta velocidade. Os Estados Unidos queriam criar essa tecnologia pois eles estavam passando por tempos conturbados, pois a guerra fria contra o Vietnã estava acontecendo então os Estados Unidos precisavam de alguma forma de transmissão rápida pois temiam uma guerra nuclear.
A guerra nuclear nunca chegou a acontecer felizmente, mas o desenvolvimento da tecnologia seguiu, nas gigantes tecnológicas e em universidades dos EUA e do Reino Unido. Um dos primeiros testes do protocolo TCP/IP ocorreu em 1975, entre a Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, e a University College London, na Inglaterra.
Nas décadas seguintes, o desenvolvimento da tecnologia se juntaria a outros avanços, como a criação do HTTP, para a formação da Internet, tal qual ela é conhecida hoje: uma rede mundial de computadores trocando dados e informações de maneira incessante.
Como funciona?
Embora apenas dois protocolos estejam evidenciados no nome do TCP/IP, a tecnologia funciona por meio de camadas, que trabalham em conjunto para garantir a transmissão, integridade e segurança dos dados conforme eles viajam pela web.
A divisão do TCP/IP em camadas existe porque, desta forma, a transmissão de dados pode ser padronizada e realizada de modo independente dos dispositivos envolvidos no processo. Isto é, não importa o sistema operacional, a arquitetura do seu processador ou a linguagem de programação envolvida: por ser um modelo padronizado e processado de maneira uniforme, o TCP/IP garante que os dados serão transmitidos da forma correta.
Camadas:
Camada de Aplicação: Lida com a comunicação entre aplicativos. Exemplos incluem HTTP para páginas da web e SMTP para e-mails.
Camada de Transporte: Gerencia a transferência de dados entre sistemas. O TCP garante a entrega confiável, enquanto o UDP é mais rápido, mas menos confiável.
Camada de Internet: Responsável pelo endereçamento e roteamento de pacotes de dados entre redes. O protocolo principal é o IP.
Camada de Acesso à Rede: Cuida da transmissão de dados entre dispositivos na mesma rede local. Exemplos incluem Ethernet e Wi-Fi.
ISO:
O Modelo OSI (Open Systems Interconnection) é uma estrutura conceitual desenvolvida pela ISO (International Organization for Standardization) para facilitar a comunicação entre softwares e hardware de computadores heterogêneos. Ele é composto por sete camadas, e cada camada é um processo da comunicação de dados, desde a transmissão física até a interpretação final do usuário.
As sete camadas se baseiam em:
1. Camada Física: Lida com a transmissão física dos dados através do meio de comunicação, como cabos de cobre, fibras ópticas ou ondas de rádio.
2. Camada de Enlace de Dados: Esse processo é responsável pela transferência confiável de dados entre os dispositivos conectados na mesma rede local, tratando de erros de transmissão e controle de fluxo, para ocorrer a transferência da melhor forma possível.
3. Camada de Rede: Gerencia o roteamento dos dados através da rede, determinando o melhor caminho para a transmissão de pacotes de dados entre dispositivos em redes diferentes.
4. Camada de Transporte: Fornece controle de fluxo, segmentação e reagrupamento dos dados, garantindo a entrega confiável e ordenada dos dados entre os sistemas finais.
5. Camada de Sessão: Estabelece, gerencia e encerra sessões de comunicação entre aplicativos em diferentes computadores, permitindo a sincronização e o controle do diálogo entre eles sem intercorrência de erros.
6. Camada de Apresentação: Lida com a representação dos dados, convertendo e formatando os dados de acordo com as necessidades do aplicativo e garantindo a troca de dados de forma segura entre diferentes formatos de dados
7. Camada de Aplicação: Fornece serviços de rede aos aplicativos do usuário final, tendo assim acesso e meio de interagir com a rede para realizar suas funções específicas, como navegação na web, envio de e-mails, e entre outros.
O modelo ISO também é usado como um meio protocolado para realizar transferências de dados seguros e sem intercorrência de erros entre eles.
Conclusão:
Em resumo, TCP/IP e ISO são peças-chave que possibilitam a comunicação eficaz nas redes. A padronização da ISO e a robustez do protocolo TCP/IP formam a base para a conectividade global. Essas tecnologias desempenham um papel vital no funcionamento da internet e redes locais, permitindo que dispositivos se comuniquem de maneira eficiente. Ao compreender e valorizar esses alicerces, podemos apreciar como contribuem para o mundo interconectado em que vivemos hoje.